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10 de jun de 2015


CAMARGO CORRÊA ENCHEU
DE GRANA O INSTITUTO LULA

Sei lá se é água pela barba, ou se já estão pegando no pé de Lula. Tanto faz, não demora nada num dia desses Lula vai sair para uma palestra na Itália e não volta mais. Sua dupla cidadania conquistada por tabela com a sua Galega, aquela que entra muda e sai calada, vai garantir o gozo dos capitais a sua dupla personalidade lá na terra onde nasceu a Máfia.

De minha parte, não é tudo que mais quero, mas se Lula se mandar daqui pra sempre, com ou sem tornozeleira eletrônica nas canelas, pra mim já está pra lá de bom. Ele cá vá ser um vereador lá em Roma, ou quem sabe até um dos muitos picaretas do Parlamento italiano.

Todas essas perspectivas me acodem agora por que o laudo 1047/2015 da Polícia Federal, anexado neste dia 9, nos autos da investigação da Lava-Jato, mostra que o Instituto Lula recebeu R$ 3 milhões da empreiteira Camargo Corrêa, cabeça-de chave do cartel das licitações republicanas. 

PRA COMEÇAR TÁ BOM

A quantia é gorjeta diante do que está por vir à tona, mas o fato é que balearam o Joca. Ou Jeca. Melhor ainda, balearam o Lula. E dessa vez não foi punhalada pelas costas; foi tiro no pé. Pra começar tá bom.

Tá tão bom que não é só. O mesmo laudo da Polícia Federal revela que, além dos R$ 3 milhões para o Instituto Lula a empreiteira marchou, entre 2011 e 2013, com mais R$ 1,5 milhão para a LILS Palestras, Eventos e Publicidade, de Luiz Inácio Lula da Silva.

Micharia, micharia, essa relação de promiscuidade vale a pena porque é a primeira vez que os negócios de Lula surgem no meio do lodaçal que a Operação Lava Jato tenta limpar.

COINCIDÊNCIA

A in/feliz coincidência aparece no meio das investigações em três pagamentos de R$ 1 milhão apelidados de "Contribuições e Doações" e também como "Bônus Eleitoral" feitos para o Instituto Lula, uma lavanderia inaugurada pelo próprio Lula assim que, em 2011, ele fingiu que largou o osso da Presidência da República.

O laudo da PF é subscrito pelo perito criminal federal Ivan Roberto Ferreira Pinto que, desde já é bom que se precavenha contra previsíveis acidentes de trabalho. Sua perícia foi feita na contabilidade da Camargo Corrêa no período de 2008 a 2013, tempo em que a construtora recebeu R$ 2 bilhões por relevantes serviços prestados à Petrobras. 

O mesmo perito criminal descobriu que, nessa mesma época, a Camargo Corrêa distribuiu nada menos do que R$ 183 milhões a título de "doações de cunho político". Coincidências. Erro de notificação. Coisas da contabilidade. Só que não.

A PULGA

O que deixou os investigadores com a pulga atrás da orelha foi o registro contábil feito em 2 de julho de 2012, com a rubrica "Bônus Eleitoral". Epa! Opa! Ah, deve ter sido engano dos contadores da Camargo Corrêa, ou coisa de alguém que gosta do FHC.

Sabe-se lá por que cargas d'água, o endereço da LILS Palestras, Eventos e Publicidade é na residência de Lula, na cidade de São Bernardo dos Campos, no ABC Paulista, reduto do ousado e breve metalúrgico, homem resistente à dor de dar um dedo para entrar numa briga, mas não dá a mão para sair dela.

Pois, para a LILS de Lula, a Camargo Corrêa desaguou depósitos em conta corrente em setembro de 2001, dezembro de 2012 e em julho de 2013 que somados chegam ao tal R$ 1,5 milhão. Depois que a Lava-Jato entrou em cena, os depósitos secaram. Mas, seja lá para o que tenham sido os tais depósitos... vá uma empreiteira gostar de pagar palestra assim lá nos quintos do inferno! 

OUTRAS COISAS

Falando sobre essas coisas, Dalton Avancini e Eduardo Hermelino Leite, dois executivos da Camargo Corrêa, executaram sob a solidez inabalável de um acordo de delação premiada que foram feitas doações eleitorais ao PT, atendendo a pedidos do antigo tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, hoje sob depressão e desencanto numa cela que lhe foi dedicada pela Operação Lava-Jato.

Também não dá para esquecer que o premiado delator Alberto Youssef entregou Dilma e Lula, em outubro de 2014, quando garantiu à Procuradoria que o Palácio do Planalto "tinha conhecimento" da corrupção que corria frouxa na Petrobras. Espremido pelos indagadores, Youssef deu nome aos bois. E não se chamavam Carambola e nem Clarabela.

AINDA NÃO

Deixem de euforia. Não soltem foguetes nem sinalizadores antes do tempo. O Cara está apenas na alça de mira da Lava-Jato. Ainda não foi atingido de verdade. Essa pegou só de raspão. Não esqueçam que um filho teu não foge à luta. Ele diz que é bom de briga. Qualquer coisa, ele chama o Exército de Stédile.