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9 de jun de 2015

DILMA CHAMOU O PACOTÃO DE TERCEIRIZAÇÕES
DE "PROGRESSIVA VIRADA DE PÁGINA".

Antes de se mandar para a Bélgica fugindo do 5° Congresso do PT onde seria peitada pelos lulopetistas, Dilma Vana fez o tradicional discurso em mais uma de suas rocambolescas inaugurações de pedras fundamentais que ficam na promessa e não saem do papel. COm ela é assim: pedra é pedra; papel é papel.

Esse pacotão de terceirizações foi pura balela. Não passou de um factoide tipo "agenda positiva", para quem não sabe fazer, só faz saber.

Dilma Vana definiu o pacotão de concessões como uma "progressiva virada de página". Sabe lá o que é isso? Como assim "virada de página"? Livro não é; Bíblia, também não; deve ser a página dois de mais um projeto de programa que não desce nem sai de cima.

Dilma aproveitou o evento festivo para defender seu segundo mandato: "nosso governo não é de quatro meses, mas de quatro anos". Não há anos que aguentem essa gentem!

Dilma, do alto de sua enorme credibilidade, posto que nunca mentiu na vida, prometeu privatizações de estradas, ferrovias, portos e aeroportos, dentro da hipotética quantia de R$ 198,4 bilhões. Não quis arredondar para R$ 200 bi. Ia ficar chato. Pegava mal.

O que deixa os investidores de orelha em pé e com um pé atrás é que a mamata do dinheiro de quase de graça do BNDES tomou Doril. Sumiu. O tal Banco de Desenvolvimento Econômico e Social, do ínclito Coutinho já não é mais aquele. Está sob severa avaliação do Tribunal de Contas da União, abaixo de investigações do Ministério Público Federal e, nas rebarbas, cutucada pela vigilância da temível e inclemente Operação Lava-Jato.

E, no entanto, Dilma Vana se fez de sabida e empreendedora uma vez mais: "estamos na linha de saída, não na de chegada" - bazofiou, como se os mais lúcidos dessa pátria educadora não pudessem até que enfim concordar com ela: Dilma pode, sim senhoras e sim senhores, estar mesmo na linha de saída. Pertinho da porta dos fundos do Palácio. É só dar um passo a frente.

Como o Brasil é Brasil da Silva tudo pode, como sempre, dar em nada. Mas é muito mais provável que antes de que esse nada aconteça, as grandiosas concessões não passem a ser mais do que uma versão Fifa no reinado do Petrolão: projetos superfaturados que, a não ser para operadores, consultores, lobistas e concessionários, não deixam legado algum, senão um rastro de desperdício como a perdulária transposição do São Francisco, refinarias fantasmagóricas e canteiros de obras de papel.