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9 de jun de 2015

O PACOTÃO DE UM NOVO CLUBE

Cinco meses e meio depois de suceder a si mesma, Dilma Vana lança como se fosse começar a governar, mais um pacote de promessas de papel. Vai anunciar em algum momento desta terça-feira, numa hora em que as panelas estejam cheias e com pouca utilidade para uma batucada, o seu pacote de concessões à iniciativa privada.

Quer dizer, um plano de privatizações como nunca antes visto na história desse país. Logo ela que detesta terceirizações, vai terceirizar o país. E o que tinha valor previsto de R$ 134 bilhões agora passou a valer, pra começar, R$ 190 bilhões.

Dilma Vana diz que o pacotão será oferecido a construtoras de menor porte que as empreiteiras faxinadas pela Lava-Jato e também colocado à disposição de empresas estrangeiras.

Não é nada, não é nada, R$ 190 bilhões é um bom bocado para lobistas, operadores, consultores e traficantes de interesse. Dilma Vana não fala nada sobre controle rígido dos custos reais - que deveriam ter preço de mercado - a serem apresentados em cada promessa de obra pública nas licitações que vêm por aí.

Quer dizer, hoje Dilma Vana finge que bota uma pá de cal em cima das falcatruas e lança a pedra fundamental de um novo e promissor cartel de obreiros, prontos a formar a versão plural do Clube dos Bilhões. Dilma Vana a brizolista que virou petista continua sem saber fazer, só faz saber.

É o que ela chama de "agenda positiva". De qualquer maneira, ela está cimentando mesmo é a volta de Lula que já disse: "só serei candidato em 2018 se Dilma não fizer um mau governo".

Falou assim, ou coisa parecida. Sabe como é, Lula diz uma coisa e faz outra. Lula pode ter dito que só vai concorrer em 2018 "se Dilma fizer um bom governo". Mas isso, nem Lula da Silva e nem Zaratustra são capazes de assim falar e muito menos até do que terem a ousadia de sonhar um disparate desse tamanho.